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TIPOS DE CIRURGIA PLÁSTICA E FISIOTERAPIA
Abdominoplastia:
A fisioterapia apresenta grande importância nestas cirurgias. Durante a fase pré-operatória, iniciamos o trabalho de drenagem linfática, para evitar os inchaços pós-operatórios, muito comuns. Além do trabalho de massagem localizada, na região que for feita a cirurgia para facilitar o ato cirúrgico e o pós-operatório. Esfoliação corporal também é indicada para retirar as células mortas e hidratar a pele, preparando-a.
O cirurgião determinará quando iniciar a fase pós-operatória. O tratamento basicamente é:
- Ultrassom;
- Drenagem linfática com cremes específicos;
- A cicatriz deve ser manipulada após a retirada dos pontos, com massagem cicatricial suave, a favor do corte;
- A partir do primeiro mês pode-se utilizar exercícios posturais;
- Após trinta dias, podemos iniciar técnicas de manipulação profunda do tecido conjuntivo e descolamento de fáscia, a fim de evitar saliências ou depressões no tegumento cutâneo. Essas alterações podem aparecer na presença de nódulos subcutâneos, nódulos gordurosos, aderências ou fibroses.
Lipoaspiração
Fase pré-cirúrgica:
- Esfoliação e hidratação toda pele;
- Ultra-som 24 horas antes da cirurgia para facilitar a lipoaspiração. A avaliação fisioterápica prévia a cirurgia, apresenta grande valor. Serão analisados os aspectos clínicos gerais e as condições da pele, presença de depressões, irregularidades e flacidez. Num período 30 a 40 dias prévios a cirurgia, pode realizar um trabalho visando uma adequação do tecido cutâneo, através de:
- Aumento da circulação venosa e linfática.
- Nutrição tecidual.
- Descolamento do sistema miofascicular superficial.
Fase pós-cirúrgica:
- Drenagem linfática manual;
- Alongamentos na parte lateral (cintura);
- Ultra-som, para equimose e fibrose;
- Exercícios físicos apartir da liberação médica;
Mastectomia (retirada das mamas)
A intervenção fisioterapêutica deve ser iniciada precocemente com o objetivo de previnir possíveis complicações advindas da cirurgia. A dor nesse período pode levar a graus variados de imobilidade, que poderão intervir diretamente na dificuldade de movimentação, além de contribuir para a instalação de um linfedema (inchaço). Podendo levar a complicações:
- Aumento do volume do membro;
- Tensionamento da pele e risco de rachaduras e infecções;
- Rigidez e diminuição na amplitude de movimento dos dedos;
- Alterações sensitivas;
- Diminuição da função do membro envolvido;
- Predisposição a infecções;
- Desenvolvimento de patologias malignas secundárias;
- Redução da auto-estima;
- Alteração das propriedades mecânicas da pele.
Como complicações da mastectomia também estão: as aderências teciduais na parede torácica e fraqueza do membro superior envolvido.
A fisioterapia do primeiro até o décimo quinto dia após a cirurgia consiste em exercícios simples que vão até o limite da dor da paciente e orientações para serem realizados em casa.
Após 15 dias a reabilitação é mais ativa. Os exercícios ganham amplitude total. É indicado alongamentos e fortalecimento muscular. Em caso de linfedema é indicada a drenagem linfática, enfaixamento compressivo, malhas de compressão e exercícios.